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Cultura

Projeto cultural leva o frevo para dentro das salas de aula no Recife

Ilustração de crianças brasileiras tocando frevo em uma sala de aula colorida, com instrumentos de metal e pequenas sombrinhas
Foto: Ilustração gerada por IA (Canva) — Manguetown

Fonte original: Folha de Pernambuco — Projeto cultural leva frevo para dentro das salas de aula no Recife

Um projeto cultural ligado à Orquestra Arruando está levando o frevo — ritmo símbolo do Carnaval pernambucano e Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco — para dentro de salas de aula de escolas do Recife, aproximando crianças e adolescentes de um gênero musical que, para muitos, até então, existia apenas como pano de fundo da festa de rua.

Da avenida para a sala de aula

Levar o frevo para o ambiente escolar inverte a lógica tradicional de aprendizado do ritmo, que historicamente se dá “na prática”, acompanhando trios e orquestras durante o Carnaval ou em blocos de rua. Ao formalizar essa transmissão em contexto pedagógico, o projeto também abre espaço para que a música venha acompanhada de contexto histórico e cultural — de onde vem o frevo, por que ele nasceu no Recife, o que ele representa.

Garantir continuidade a um patrimônio vivo

Patrimônios culturais imateriais como o frevo dependem, por definição, de serem continuamente praticados e ensinados para não se perderem. Projetos de educação musical como este cumprem um papel estratégico nessa continuidade: formam não apenas futuros músicos, mas também um público que cresce já reconhecendo o valor histórico e identitário do ritmo.

Uma orquestra com vocação formativa

Ao atuar também como educadora, a Orquestra Arruando amplia sua função para além dos palcos — tornando-se ponte entre a tradição musical pernambucana e as novas gerações que vão garantir que o frevo continue soando nas ruas do Recife nos próximos carnavais.

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